PROTESTO POR REPOSIÇÃO SALARIAL

ASSES participa de movimento de servidores estaduais por reposição salarial

Representantes das categorias de segurança pública do Estado, que compõem a FRENTE DE VALORIZAÇÃO SALARIAL DOS POLICIAIS MILITARES, DOS BOMBEIROS MILITARES E DOS POLICIAIS CIVIS, (totalizando 07 Entidades) participaram, na última esta sexta-feira (30/08/19), no Centro de Vitória, de um movimento das entidades de classe dos servidores públicos estaduais pela revisão geral anual.

Os trabalhadores foram às ruas para reivindicar o direito à recomposição inflacionária e protestaram contra o Governo do Estado pelas perdas salariais. O encontro aconteceu em frente ao edifício Fábio Ruschi, de onde saíram caminhando em direção ao Palácio da Fonte Grande.

Para o capitão Amorim, presidente da Associação de Subtenentes e Sargentos da Policia e Bombeiro Militar do Espírito Santo, a briga das entidades é única: por salário. “Não queremos baderna. Queremos que o Governo nos dê o mínimo, que é a reposição salarial. O Governo vem anunciando que tem fundos soberanos, mas nada para a segurança pública. Traz aqui a Força Nacional para policiar um Estado em que os próprios policiais estão passando por dificuldades”.

Segundo o tenente Emerson, que é presidente da ABMES, o Governo do Estado está descumprindo a Constituição Federal.

“Fizemos essa convocação porque, de 2008 a 2019, nós já acumulamos mais de 95% de inflação. Nossas perdas salariais nesse período, por conta da falta de recomposição inflacionária, que é algo previsto na Constituição e que o Governo do Estado está descumprindo, já somam mais de 50%. A lei vale para todos, tanto para nós, servidores, quando para o Governo. Esperamos que o Governo dê a recomposição salarial adequada”.

De acordo com cabo Eugênio, presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo, o movimento foi ordeiro e pacífico e serviu para demonstrar a situação que os policiais e bombeiros vivem hoje.

“É uma união em cima da frente de valorização dos profissionais da área de segurança pública, que estão passando por dificuldades. Enquanto entidade representativa de classe, nós queremos ser o elo e mostrar para o governador Renato Casagrande a necessidade de valorizar esses profissionais, que diuturnamente protegem a sociedade capixaba, mesmo com o risco da própria vida. Nós vamos reforçar nosso compromisso de defesa dos nossos associados, de defesa dos direitos deles e de nossos aposentados, que dentro desse contexto da Reforma da Previdência, estão correndo risco na tentativa de deixá-los de fora da questão da paridade e integralidade”.

O coronel Capita, presidente da Associação dos Oficiais Militares do Espírito Santo, disse que o objetivo do movimento foi fazer com que o governador do Estado, Renato Casagrande, cumpra o que está previsto na Constituição Federal e dê aos servidores estaduais a revisão geral anual.

“Estou preocupado porque, em fevereiro de 2017, o governador anterior deixou de cumprir os preceitos constitucionais e levou nossas corporações a um movimento de crise que a história da PM vai viver pra contar. O Governo errou ao não conceder a revisão geral anual e, agora, está incorrendo no mesmo erro, levando e legitimando aqueles que fizeram o movimento em 2017 a fazer o movimento de novo. Essa é nossa preocupação”.

O deputado estadual Capitão Assumção também participou do movimento e destacou a união das forças em prol da reposição salarial. “Já temos mais de 95% de perda salarial. Nós estamos cobrando essa responsabilidade do Governo porque nós sabemos que está bem de caixa. Até agora, foram colocados em caixa, num saldo positivo, R$ 1,7 bilhão, além do fundo que a ANP e a Petrobras trouxeram para o ES. Nós estamos falando de um Governo nota A que não quer fazer a recomposição de perdas dos nossos militares e de toda a categoria do funcionalismo público”.

Já o delegado Rodolfo Laterza, presidente da Associação de Delegados de Polícia do Espírito Santo, destacou a importância da atuação da Frente Unificada de Valorização Salarial.

“Esse movimento nasceu para ser permanente. A Frente Unificada, composta por Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, destina-se a buscar, de forma contínua, a valorização remuneratória. Não podemos mais aceitar estar entre os piores salários do Brasil. O movimento é sério e busca dignidade. Não podemos acreditar em retórica governamental, precisamos buscar coesão e cobrar efetividade de nossas reivindicações”.

INICIO DA PASSEATA NA ILHA DE SANTA MARIA.

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